O morador da cobertura cortou a corda de um trabalhador a 18 metros do chão, com a intenção de fazê-lo cair, morreu preso semanas depois
Mayk Gustavo Ribeiro da Silva tinha 27 anos e estava apenas no segundo dia de trabalho naquele prédio, em Curitiba, quando viveu uma situação que poderia ter terminado com sua morte.
Na manhã de 14 de março de 2024, ele fazia a limpeza da fachada de um edifício de 27 andares, no bairro Água Verde.
Mayk estava suspenso no sexto andar, aproximadamente 18 metros acima do chão, quando percebeu que a corda que o sustentava havia ficado frouxa. O que ele ainda não sabia era que alguém tinha cortado aquela corda de propósito.
O homem apontado pela investigação era Raul Ferreira Pelegrin, de 41 anos, morador da cobertura do prédio, no 27º andar. Segundo a investigação, Raul pegou uma faca e cortou a corda principal utilizada por Mayk para descer pela fachada.
O trabalhador sentiu imediatamente que havia algo errado e teve a sensação de que iria despencar. Ele só não caiu porque estava utilizando um segundo equipamento de segurança, o chamado trava-quedas, preso a uma linha de vida de aço.
Mayk havia recebido treinamento justamente para situações de emergência. Assim que percebeu que a corda principal havia perdido a sustentação, ele transferiu o peso para o sistema de segurança e conseguiu fazer a descida utilizando a linha de vida.
Só depois de chegar ao chão descobriu o que realmente havia acontecido. O supervisor que estava no local contou que havia visto a movimentação de Raul na cobertura e que o morador tinha cortado a corda de propósito.
E o caso ficou ainda mais assustador porque, segundo os advogados de Mayk, Raul teria tentado cortar também a segunda proteção. A linha de vida de aço era justamente o último equipamento que impedia a queda do trabalhador.
A faca, porém, não conseguiu cortar o cabo e acabou quebrando. Se o segundo sistema tivesse sido rompido, Mayk poderia ter despencado de uma altura de aproximadamente 18 metros.
O próprio Mayk contou posteriormente que, durante aqueles segundos, pensou na esposa, na mãe e no avô. Ele não entendia por que alguém faria aquilo contra ele.
Segundo seu relato, não havia qualquer desentendimento anterior entre os dois. “Poderia ter perdido minha vida ali, sem nem saber o motivo”, disse o trabalhador depois do episódio.
A polícia foi chamada e começou a procurar pelo morador da cobertura. As câmeras de segurança ajudaram os investigadores a confirmar que Raul estava dentro do apartamento.
Quando os policiais chegaram à cobertura, uma mulher que se apresentou como funcionária dele afirmou inicialmente que Raul não estava no imóvel.
Os agentes, porém, descobriram que ele estava lá dentro e precisaram arrombar a porta. Na sacada, encontraram a faca usada para cortar a corda e o pedaço da corda que havia sido cortado.
Raul foi preso em flagrante em 14 de março. Durante o interrogatório, permaneceu em silêncio. A funcionária que teria mentido sobre o paradeiro dele também foi presa, mas acabou sendo ouvida e liberada posteriormente.
E havia outro detalhe que chamou a atenção dos investigadores: outros trabalhadores do prédio disseram que Raul já havia feito ameaças semelhantes.
Segundo os relatos registrados no boletim de ocorrência, ele teria ameaçado cortar as cordas de outros funcionários caso eles não deixassem o local. Ou seja, para a investigação, o ataque contra Mayk não surgiu completamente do nada.
A defesa, por outro lado, apresentou uma versão diferente e chegou a sustentar a tese de que o meio utilizado não seria capaz de provocar a morte, enquanto também alegava que Raul enfrentava problemas de dependência química.
A prisão preventiva de Raul foi mantida pela Justiça.
Raul foi transferido para a Casa de Custódia de Piraquara. E, menos de um mês depois de ter sido preso, aconteceu outro episódio que transformaria completamente o caso.
No dia 3 de abril, outros presos avisaram que Raul estaria sendo agredido dentro de uma cela. Segundo o registro do prontuário prisional, ele foi retirado do local e levado para a enfermaria.
Depois de ser avaliado, foi encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento e voltou para a prisão algumas horas depois, sendo colocado em outra cela.
No dia seguinte, Raul começou a apresentar dificuldades respiratórias. Por volta das 15h30 de 4 de abril, foi levado para o Hospital Angelina Caron, na região metropolitana de Curitiba, onde permaneceu sob escolta policial.
Na madrugada de 5 de abril de 2024, por volta de 1h30, a unidade prisional foi informada de que Raul havia morrido no hospital. Ele tinha 41 anos e estava preso havia pouco mais de três semanas.
Raul morreu antes que o processo pela tentativa de homicídio chegasse a uma sentença. Portanto, ele não chegou a ser condenado pelo ataque contra Mayk
Mayk Gustavo Ribeiro da Silva tinha 27 anos e estava apenas no segundo dia de trabalho naquele prédio, em Curitiba, quando viveu uma situação que poderia ter terminado com sua morte.
Na manhã de 14 de março de 2024, ele fazia a limpeza da fachada de um edifício de 27 andares, no bairro Água Verde.
Mayk estava suspenso no sexto andar, aproximadamente 18 metros acima do chão, quando percebeu que a corda que o sustentava havia ficado frouxa. O que ele ainda não sabia era que alguém tinha cortado aquela corda de propósito.
O homem apontado pela investigação era Raul Ferreira Pelegrin, de 41 anos, morador da cobertura do prédio, no 27º andar. Segundo a investigação, Raul pegou uma faca e cortou a corda principal utilizada por Mayk para descer pela fachada.
O trabalhador sentiu imediatamente que havia algo errado e teve a sensação de que iria despencar. Ele só não caiu porque estava utilizando um segundo equipamento de segurança, o chamado trava-quedas, preso a uma linha de vida de aço.
Mayk havia recebido treinamento justamente para situações de emergência. Assim que percebeu que a corda principal havia perdido a sustentação, ele transferiu o peso para o sistema de segurança e conseguiu fazer a descida utilizando a linha de vida.
Só depois de chegar ao chão descobriu o que realmente havia acontecido. O supervisor que estava no local contou que havia visto a movimentação de Raul na cobertura e que o morador tinha cortado a corda de propósito.
E o caso ficou ainda mais assustador porque, segundo os advogados de Mayk, Raul teria tentado cortar também a segunda proteção. A linha de vida de aço era justamente o último equipamento que impedia a queda do trabalhador.
A faca, porém, não conseguiu cortar o cabo e acabou quebrando. Se o segundo sistema tivesse sido rompido, Mayk poderia ter despencado de uma altura de aproximadamente 18 metros.
O próprio Mayk contou posteriormente que, durante aqueles segundos, pensou na esposa, na mãe e no avô. Ele não entendia por que alguém faria aquilo contra ele.
Segundo seu relato, não havia qualquer desentendimento anterior entre os dois. “Poderia ter perdido minha vida ali, sem nem saber o motivo”, disse o trabalhador depois do episódio.
A polícia foi chamada e começou a procurar pelo morador da cobertura. As câmeras de segurança ajudaram os investigadores a confirmar que Raul estava dentro do apartamento.
Quando os policiais chegaram à cobertura, uma mulher que se apresentou como funcionária dele afirmou inicialmente que Raul não estava no imóvel.
Os agentes, porém, descobriram que ele estava lá dentro e precisaram arrombar a porta. Na sacada, encontraram a faca usada para cortar a corda e o pedaço da corda que havia sido cortado.
Raul foi preso em flagrante em 14 de março. Durante o interrogatório, permaneceu em silêncio. A funcionária que teria mentido sobre o paradeiro dele também foi presa, mas acabou sendo ouvida e liberada posteriormente.
E havia outro detalhe que chamou a atenção dos investigadores: outros trabalhadores do prédio disseram que Raul já havia feito ameaças semelhantes.
Segundo os relatos registrados no boletim de ocorrência, ele teria ameaçado cortar as cordas de outros funcionários caso eles não deixassem o local. Ou seja, para a investigação, o ataque contra Mayk não surgiu completamente do nada.
A defesa, por outro lado, apresentou uma versão diferente e chegou a sustentar a tese de que o meio utilizado não seria capaz de provocar a morte, enquanto também alegava que Raul enfrentava problemas de dependência química.
A prisão preventiva de Raul foi mantida pela Justiça.
Raul foi transferido para a Casa de Custódia de Piraquara. E, menos de um mês depois de ter sido preso, aconteceu outro episódio que transformaria completamente o caso.
No dia 3 de abril, outros presos avisaram que Raul estaria sendo agredido dentro de uma cela. Segundo o registro do prontuário prisional, ele foi retirado do local e levado para a enfermaria.
Depois de ser avaliado, foi encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento e voltou para a prisão algumas horas depois, sendo colocado em outra cela.
No dia seguinte, Raul começou a apresentar dificuldades respiratórias. Por volta das 15h30 de 4 de abril, foi levado para o Hospital Angelina Caron, na região metropolitana de Curitiba, onde permaneceu sob escolta policial.
Na madrugada de 5 de abril de 2024, por volta de 1h30, a unidade prisional foi informada de que Raul havia morrido no hospital. Ele tinha 41 anos e estava preso havia pouco mais de três semanas.
Raul morreu antes que o processo pela tentativa de homicídio chegasse a uma sentença. Portanto, ele não chegou a ser condenado pelo ataque contra Mayk
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