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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Justiça retira guarda da família que mantinha criança acorrentada em Porto Velho; MP segue investigando


Marta Isabelle dos Santos, 16 anos, foi morta em Porto Velho após anos de isolamento e dois meses de tortura extrema dentro da própria casa.


Ela morava com o pai, Callebe José da Silva, e a madrasta, Ivanice Farias de Souza, desde que deixou a família materna, na Paraíba.
Callebe José da Silva e Ivanice Farias de Souza se apresentavam como pastores evangélicos, sendo ela conhecida como “pastora Nice”.
Nas redes sociais, o casal era habituado a compartilhar vídeos de pregações e de quando subiam um monte para orar pela família de outros fiéis.
Ao longo de quase três anos, foi afastada da escola, dos amigos e da família, sem que nenhum órgão notasse.
Nos últimos dois meses, era amarrada à cama com fios elétricos à noite e trancada em casa durante o dia, alimentada com restos de comida.
Morreu em 24 de fevereiro de 2026, e a polícia foi chamada sob uma versão falsa — de que ela teria "retornado" para casa ferida.
A perícia provou que isso era impossível: o corpo apresentava desnutrição severa, ossos expostos, ferimentos com larvas e sinais de longo período imobilizada.
Uma fogueira com fraldas queimadas reforçou a suspeita de ocultação de provas.
O pai confessou manter a filha em cárcere; a madrasta e a avó deram versões contraditórias e admitiram não terem buscado socorro.
Pai, madrasta e avó foram presos por tortura com resultado morte; o avô, por omissão de socorro. Há ainda suspeita de abuso pelo pai.
Em março de 2026, o Ministério Público denunciou formalmente pai, madrasta e avós por feminicídio e tortura qualificada.
O processo segue em tramitação, sem condenação até o momento