Jorge Luiz de Borba e a esposa poderão ver a mulher, que foi resgatada da casa deles em junho. Caso ela deseje, poderá retornar para o imóvel onde viveu por 40 anos.
Por John Pacheco, Fernanda Vivas, g1
Desembargador Jorge Luiz de Borba — Foto: Reprodução
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o desembargador Jorge Luiz Borba, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), a ter contato com a empregada doméstica que supostamente teria sido mantida na casa dele, em Florianópolis, em situação análoga à escravidão.
O caso é investigado desde junho deste ano quando uma operação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal (PF) resgatou a mulher de 50 anos da residência, onde vivia desde criança. O desembargador sempre negou as denúncias dizendo que ela era da família.
Os fiscais identificaram que ela tinha surdez desde a infância e que não foi ensinada a se comunicar na Língua Brasileira de Sinais.
Nesta sexta-feira (8), emitiu um despacho determinando que seja esclarecido se o encontro entre a família do desembargador e a vítima já ocorreu. Isso porque há uma informação de que uma reunião entre os dois estava marcada para quarta-feira (6). Assim, Mendonça quer saber efetivamente houve o encontro.
Também pediu que fossem apresentados, dentro do processo, imagens e documentos da reunião.
Mendonça manteve decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e rejeitou recurso da Defensoria Pública da União (DPU) que faz a defesa da mulher e queria impedir o contato entre ela e o desembargador.
Ainda de acordo com a decisão de Mendonça, não há indício de crime porque a empregada "viveu como se fosse membro da família".
Com a nova deliberação, Borba e a esposa Ana Cristina Gayotto de Borba podem retomar o contato com a mulher. Caso ela queira, também pode retornar para a casa do desembargador e deixar a instituição de acolhimento onde permanece desde o resgate.
Apesar da autorização para visita, cabe à mulher decidir se quer ou não receber o casal. Qualquer manifestação dela "deve ser colhida na presença dos investigados e de sua defesa, e também dos membros ou representantes do Ministério Público do Trabalho e da auditoria-fiscal do trabalho que conduzem as apurações administrativas".
O encontro também deverá ser registrado em mídia audiovisual e o conteúdo deverá ser mantido sob sigilo.
Crime aconteceu em Serra dos Aimorés. Além de levar vários disparos de arma de fogo, a vítima também foi esfaqueada no peito.
Por Caroline Del Piero*, g1 Vales de Minas Gerais
Um homem, identificado como Ademir Lopes dos Santos, de 25
anos, foi morto a tiros na tarde dessa segunda-feira (4), enquanto trabalhava
em obra de calçamento, no Centro de Serra dos Aimorés. Além dos disparos de
arma de fogo, a vítima foi esfaqueada no peito e morreu no local.
Segundo o boletim de ocorrência, o rapaz estava trabalhando
no calçamento da rua quando dois homens chegaram a pé ao local, um deles
efetuou vários disparos contra a vítima.
A perícia foi chamada até o local do crime e constatou que a
vítima tinha diversas perfurações por arma de fogo na cabeça e uma facada no
peito.
Após denúncias anônimas, os militares conseguiram
identificar dois suspeitos, de 20 e 18 anos, porém, eles ainda não foram
localizados.
O corpo de Ademir foi encaminhado ao IML de Teófilo Otoni.
*Colaborou sob a supervisão de Fran Ribeiro
Mulher é estrangulada até a morte com a própria calcinha em
MG
Homem foi localizado em casa e preso. Estava com sinais de
embriaguez e alterado. Primeiramente, ele disse que não conhecia a vítima, mas
depois, mudou a versão.
Por Alice Mourão, g1 Vales de Minas Gerais
12/09/2023
O corpo de Sirlene Alves de Souza, de 32 anos, foi encontrado na manhã desta terça-feira (12), no Córrego Tibuna, zona rural de Novo Cruzeiro.
O autor do crime segundo a polícia, é um homem, de 45 anos, com quem a vítima saiu na noite anterior. Ele foi preso em flagrante.
A vítima foi estrangulada até a morte, com a própria
calcinha. Foi a irmã de Sirlene quem encontrou o corpo e acionou a polícia.
Assim que chegaram ao local, os policiais encontraram a vítima morta, caída no meio de um matagal. Ela estava com a própria calcinha em volta do pescoço e amarrada em um arbusto, sem o short, aparentando ter sido abusada sexualmente.
O local foi preservado e acionada a perícia técnica, que constatou também lesões na cabeça da vítima.
De acordo com a PM, o autor saiu com a vítima em uma moto no dia anterior, sendo verificadas marcas de pneus na cena do crime.
Moto usada pelo autor no dia do crime. Veículo foi encontrado no quintal da casa dele — Foto: Polícia Militar
O homem foi localizado em casa pela polícia. Estava com sinais de embriaguez e alterado.
Primeiramente, ele negou ter matado Sirlene e ainda afirmou que não a conhecia. Também disse que não tinha moto ou nenhum outro veículo.
Os policiais disseram que, durante a conversa, o homem ameaçou e tentou agredir os militares. E ainda entrou em contradições com as versões das testemunhas.
No boletim de ocorrência, consta que o homem mudou a versão novamente, alegando que conhecia a vítima, a qual "era vagabunda e tinha problemas mentais". Logo depois, continuou negando que tinha matado Sirlene.
Nos fundos da casa do homem, os militares encontraram a moto com as mesmas características passadas por testemunhas. O veículo foi apreendido e removido ao pátio conveniado do Detran de Novo Cruzeiro.
Em consulta ao sistema, foi verificado que o homem seria autor de um estupro de vulnerável, no ano de 2018, em Novo Cruzeiro.
Ele foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia de Teófilo Otoni, ficando à disposição da justiça.
O corpo de Sirlene foi encaminhado ao IML de Teófilo Otoni.
Moto usada pelo autor no dia do crime. Veículo foi encontrado no quintal da casa dele — Foto: Polícia Militar
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