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A crise no transporte público urbano no Brasil já começa a afetar diretamente o dia a dia nas cidades, com reflexos no preço da passagem de ônibus e na qualidade do serviço. Com a alta de 24,06% no preço do diesel, empresas de ônibus enfrentam pressão crescente nos custos, o que reduz a circulação de veículos, aumenta o tempo de espera e deixa o sistema mais cheio — impactando milhões de passageiros todos os dias.
O combustível, que representa cerca de 30% das despesas operacionais, se tornou o principal fator de pressão sobre o setor. Sem compensação suficiente, o efeito já aparece na prática: menos eficiência, mais demora e pior qualidade no serviço. Os dados são da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos).
O impacto do aumento no preço do diesel vai além do transporte e tende a pressionar a inflação, encarecendo toda a cadeia de serviços e logística nas cidades. Na prática, o frete de produtos fica mais caro e os serviços urbanos acompanham essa alta. Esse movimento reduz o poder de compra, principalmente nas grandes cidades, onde o deslocamento já pesa no orçamento.
Com cerca de 35,6 milhões de pessoas dependendo diariamente de ônibus no Brasil, o aumento dos custos leva empresas a ajustarem suas operações para evitar prejuízos. Os ônibus concentram 81% das viagens coletivas e operam com uma frota de cerca de 107 mil veículos, mas, mesmo consumindo apenas 3,9% do diesel nacional, sofrem fortemente com as oscilações de preço. Essa dependência torna o sistema vulnerável a crises externas, como a alta de quase 20% registrada no diesel em março.
Fonte – Economic News
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Publicado: 20 Abril, 2022 - 16h25 | Última modificação: 20 Abril, 2022 - 17h28
Escrito por: Redação CUT



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