Coordenada pelo Gaeco de Ipatinga, investigação apurou que grupo trazia drogas para a região. Ação também cumpriu mandados em outros quatro estados e apreendeu quase R$ 300 mil.
Por Caroline Del Piero, Marina Bhering, g1 Vales de MG
Nove pessoas foram presas no Vale do Aço, na manhã desta terça-feira (28), durante a operação "K9", deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para desarticular uma ramificação do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A investigação, conduzida pela unidade do Gaeco de Ipatinga, cumpriu 47 mandados de busca e apreensão e nove de prisão na região. Durante a ação, quase R$ 230 mil em dinheiro foram apreendidos, além de armas de fogo, drogas e vários aparelhos celulares.
A apuração durou cerca de um ano e teve como foco um grupo criminoso que, segundo o Gaeco, era responsável por trazer grandes quantidades de drogas do Mato Grosso do Sul para abastecer o Vale do Aço e cidades vizinhas e estava envolvido em outros crimes, como homicídio e lavagem de dinheiro.
Operação do Gaeco mira ramificação do PCC no Vale do Aço; sete foram presos — Foto: GAECO
O nome da operação, K9, é uma referência ao apelido que o principal investigado teria dentro da própria facção.
Além das prisões, a operação mirou a estrutura financeira do grupo. A Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias de investigados e de empresas que seriam utilizadas para lavar o dinheiro do tráfico.
O Gaeco informou que também vai solicitar o sequestro de imóveis e veículos de luxo para serem revertidos ao Estado. Antes mesmo da ação desta terça, o trabalho de inteligência já havia resultado em prisões em flagrante e na apreensão de armas e drogas.
A fase ostensiva da operação em Minas Gerais foi coordenada por quatro promotores de Justiça e mobilizou 156 policiais civis e militares, com o uso de helicóptero e cães farejadores. A ação teve o apoio dos Gaecos do Pará, Piauí, Bahia e Pernambuco, onde também foram cumpridos mandados.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídio e lavagem de capitais, crimes cujas penas somadas podem chegar a 73 anos de prisão.
Operação do Gaeco mira ramificação do PCC no Vale do Aço; nove foram presos — Foto: GAECO
Operação do Gaeco mira ramificação do PCC no Vale do Aço | G1
- Uso de CACs: Membros do crime organizado utilizaram o registro de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) junto ao Exército para adquirir fuzis, carabinas e pistolas legalmente, muitas vezes pagando menos.
- Armas de Calibre Restrito: Os decretos de Bolsonaro permitiram a compra de armas antes consideradas de uso exclusivo das forças de segurança, como pistolas 9 mm, .40 e .45, além de fuzis.
- Aumento da "Cesta Básica" do Crime: A facilitação reduziu o custo de armamento para traficantes e assaltantes de banco, com o PCC aproveitando essa facilidade para aumentar seus arsenais.
- Desvio de Armas: Registros apontam que a política permitiu o desvio e roubo de quase 6 mil armas desde 2018, muitas das quais acabaram nas mãos de grupos criminosos.

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