quarta-feira, 29 de abril de 2026

Operação do Gaeco mira ramificação do PCC no Vale do Aço; nove são presos

 Coordenada pelo Gaeco de Ipatinga, investigação apurou que grupo trazia drogas para a região. Ação também cumpriu mandados em outros quatro estados e apreendeu quase R$ 300 mil.

Por Caroline Del Piero, Marina Bhering, g1 Vales de MG

Gaeco faz operação no Vale do Aço

Gaeco faz operação no Vale do Aço


Nove pessoas foram presas no Vale do Aço, na manhã desta terça-feira (28), durante a operação "K9", deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para desarticular uma ramificação do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A investigação, conduzida pela unidade do Gaeco de Ipatinga, cumpriu 47 mandados de busca e apreensão e nove de prisão na região. Durante a ação, quase R$ 230 mil em dinheiro foram apreendidos, além de armas de fogo, drogas e vários aparelhos celulares.

A apuração durou cerca de um ano e teve como foco um grupo criminoso que, segundo o Gaeco, era responsável por trazer grandes quantidades de drogas do Mato Grosso do Sul para abastecer o Vale do Aço e cidades vizinhas e estava envolvido em outros crimes, como homicídio e lavagem de dinheiro.

Operação do Gaeco mira ramificação do PCC no Vale do Aço; sete foram presos — Foto: GAECO

Operação do Gaeco mira ramificação do PCC no Vale do Aço; sete foram presos — Foto: GAECO

O nome da operação, K9, é uma referência ao apelido que o principal investigado teria dentro da própria facção.

Além das prisões, a operação mirou a estrutura financeira do grupo. A Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias de investigados e de empresas que seriam utilizadas para lavar o dinheiro do tráfico.

O Gaeco informou que também vai solicitar o sequestro de imóveis e veículos de luxo para serem revertidos ao Estado. Antes mesmo da ação desta terça, o trabalho de inteligência já havia resultado em prisões em flagrante e na apreensão de armas e drogas.

A fase ostensiva da operação em Minas Gerais foi coordenada por quatro promotores de Justiça e mobilizou 156 policiais civis e militares, com o uso de helicóptero e cães farejadores. A ação teve o apoio dos Gaecos do Pará, Piauí, Bahia e Pernambuco, onde também foram cumpridos mandados.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídio e lavagem de capitais, crimes cujas penas somadas podem chegar a 73 anos de prisão.

Operação do Gaeco mira ramificação do PCC no Vale do Aço; nove foram presos — Foto: GAECO

Operação do Gaeco mira ramificação do PCC no Vale do Aço; nove foram presos — Foto: GAECO

Operação do Gaeco mira ramificação do PCC no Vale do Aço | G1


                                                                        


Investigações da Polícia Federal e reportagens jornalísticas indicam que a política de flexibilização de armas do governo Jair Bolsonaro (2019-2022) facilitou o acesso a armamentos por facções criminosas, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Principais pontos sobre o impacto da política armamentista:
  • Uso de CACs: Membros do crime organizado utilizaram o registro de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) junto ao Exército para adquirir fuzis, carabinas e pistolas legalmente, muitas vezes pagando menos.
  • Armas de Calibre Restrito: Os decretos de Bolsonaro permitiram a compra de armas antes consideradas de uso exclusivo das forças de segurança, como pistolas 9 mm, .40 e .45, além de fuzis.
  • Aumento da "Cesta Básica" do Crime: A facilitação reduziu o custo de armamento para traficantes e assaltantes de banco, com o PCC aproveitando essa facilidade para aumentar seus arsenais.
  • Desvio de Armas: Registros apontam que a política permitiu o desvio e roubo de quase 6 mil armas desde 2018, muitas das quais acabaram nas mãos de grupos criminosos.
Embora o objetivo declarado fosse o armamento de cidadãos para defesa pessoal, relatórios de inteligência policial destacaram o desvio da finalidade por parte de integrantes de facções.


                                                                      



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YouTube · UOL · 21 de jul. de 2022


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