quarta-feira, 20 de maio de 2026

Após 22 dias em greve, professores da rede municipal de BH decidem manter paralisação

 Categoria reivindica recomposição salarial e melhorias nas condições de trabalho. Segundo os servidores, o movimento continua por falta de acordo com a Prefeitura.

Por Luiz Cisi — Belo Horizonte

Profissionais da rede municipal de educação em reunião sobre a continuação da greve — Foto: TV Globo/ Reprodução

Profissionais da rede municipal de educação em reunião sobre a continuação da greve — Foto: TV Globo/ Reprodução


Profissionais da rede municipal de educação de Belo Horizonte decidiram, em assembleia realizada nesta terça-feira (19), manter a greve. Segundo os servidores, o movimento, que já completou 22 dias, continua por falta de acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).

A categoria reivindica recomposição salarial e melhorias nas condições de trabalho. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (SindRede), os servidores enfrentam sobrecarga e ausência de transparencia sobre vagas disponíveis nas escolas.

    A assembléia começou por volta das 9h, na Praça Afonso Arinos, no Centro da capital mineira. Foram quase três horas de reunião, em que as lideranças do movimento grevista discursaram contra a política de educação do município, cobraram que a Prefeitura negocie todos os 70 pontos da proposta apresentada pela categoria e pediram a saída da secretária de educação, Natália Araújo.

    A PBH havia comunicado ao SindRede na última quarta-feira (12) que atenderá seis das oito pautas prioritárias apresentadas pela categoria (veja mais abaixo).

    O que diz a Prefeitura

    A PBH confirmou a proposta de reajuste de 4,1% para os profissionais da educação. A categoria, porém, reivindica que o índice seja somado aos 2,4% de recomposição.

    A prefeitura também afirmou que o salário inicial dos professores da rede municipal, com carga horária semanal de 22 horas e 30 minutos, está acima do piso nacional.

    A respeito do pedido de saída da Secretária Municipal, feita pelos trabalhadores, a PBH não se manifestou.

    Conheça os pontos que serão atendidos pela PBH:

    • Comitê de transição: criação de um comitê para acompanhar a transição dos profissionais terceirizados da Educação.
    • Lei Orgânica: encaminhamento de proposta de alteração na Lei Orgânica do Município de Belo Horizonte (LOMBH), reforçando a proibição da substituição de professores da Educação Infantil por monitores ou profissionais de outras categorias.
    • Progressão funcional: avanço de dois níveis na carreira para servidores com mestrado e doutorado, para aqueles que anteriormente tiveram apenas um nível concedido.
    • Transparência de vagas: divulgação trimestral do quadro de vagas da Educação, acompanhada de debate sobre os critérios relacionados aos cargos vagos.
    • Caixas escolares: elaboração de norma para padronizar o uso dos recursos financeiros das caixas escolares.
    • Profissionais especializados: abertura de discussão sobre o modelo de contratação e as diretrizes de atuação de psicólogos e assistentes sociais vinculados à rede municipal de ensino
    • Greve dos professores em BH: rede municipal mantém paralisação | G1

    A extrema nunca gostou dos professores..
                                         



    Cada dia fica mais evidente que Bolsonaro é inimigo da educação. Quem não quer trabalhar é Bolsonaro, em 21 meses não fez nada de útil, ...
    Facebook · Zeca Dirceu · 18 de set. de 2020


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