terça-feira, 12 de maio de 2026

Saiba quem é a ilustradora que fez charge polêmica na Folha

 Marília Marz desenha charges que são veiculadas pelo jornal aos sábados


Pleno.News - 11/05/2026 15h24 | atualizado em 11/05/2026 20h05

Marília Marz Fotos: Reprodução/Folha de SP

Uma charge publicada pelo jornal Folha de S.Paulo no último sábado (9) gerou forte repercussão e desencadeou uma série de manifestações públicas de repúdio por parte de entidades do Judiciário contra o veículo. No desenho, aparece a imagem de uma lápide acompanhada da frase “Vidinha mais ou menos, até perdê-la junto dos penduricalhos”, em crítica ao debate sobre remuneração e benefícios pagos à magistratura brasileira

A publicação provocou reações especialmente pelo momento em que foi divulgada. A charge foi veiculada poucos dias após a morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), em decorrência de complicações relacionadas a um procedimento médico no contexto de fertilização in vitro. O caso ganhou ampla repercussão e gerou comoção no Judiciário nacional.

Entre os que se manifestaram publicamente estão o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), presidido pelo ministro Luiz Edson Fachin, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), o Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre), além de representantes de tribunais federais e estaduais.

Nas notas, as entidades reconheceram a liberdade de imprensa e o direito à crítica institucional como pilares democráticos, mas argumentaram que o episódio ultrapassou limites éticos e de sensibilidade humana ao utilizar simbologia fúnebre em um momento de forte comoção entre magistrados.

A repercussão também colocou em evidência a autora da charge, a ilustradora e quadrinista Marília Marz, responsável pelos desenhos publicados aos sábados na Folha de S.Paulo.

Marília é formada em Arquitetura e Urbanismo pela Escola da Cidade, de São Paulo. Durante a graduação, ela também estudou durante um ano na Universidade de Oregon, nos Estados Unidos.

Foi nesse período acadêmico que ela iniciou seus primeiros trabalhos ligados ao universo dos quadrinhos e cartuns, participando de disciplinas voltadas especificamente para a área, como Comic and Cartoon Studies (Estudos de Quadrinhos e Desenhos Animados, em português).

Ao longo da carreira profissional, ela tem atuado como ilustradora, quadrinista e chargista. Entre seus principais trabalhos está a HQ curta Pra Onde Vamos, Pai?, produzida para o programa IMS Convida, do Instituto Moreira Salles.

Outro trabalho conhecido de Marília é a HQ autoral Indivisível, que lhe rendeu indicação ao Troféu HQ Mix 2020 na categoria Novo Talento – Roteirista. A publicação também foi incluída no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) Literário 2021.

Além da produção autoral, Marília também acumula trabalhos para instituições culturais, empresas e veículos de comunicação. Sua lista de clientes inclui Sesc, Instituto Moreira Salles, Grupo Heineken, Omelete, Empowher NY, Vitrine Filmes, Instituto Pólis, Festival Sinédoque, Itaú Cultural e a própria Folha de S.Paulo. A artista também atuou como cartunista convidada no programa Roda Viva, da TV Cultura, em março de 2022.

Até o momento, não há notícia de manifestação pública da ilustradora sobre a repercussão da charge ou sobre as críticas formuladas por integrantes do Judiciário e entidades representativas da magistratura. O perfil de Marília Marz no Instagram é fechado aos usuários que não são seus seguidores. A Folha também não se pronunciou.

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