Sargento foi levado à 21ª Delegacia de Polícia, onde prestou depoimento. Boletim de ocorrência foi encaminhado ao gabinete do ministro do STF
À polícia, o militar afirmou que a arma é de Jair Bolsonarocrédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Um sargento do Exército Brasileiro foi conduzido à delegacia após ser flagrado transportando uma arma atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), em Taguatinga, na noite de segunda-feira (15/6).
O caso foi comunicado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O boletim de ocorrência foi encaminhado ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, na manhã desta terça-feira (16/6), por meio da Execução Penal (EP) 169 — procedimento relacionado ao acompanhamento das determinações judiciais envolvendo o ex-chefe do Executivo.
Segundo o registro da ocorrência, o militar, que atua no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), conduzia um veículo oficial da Presidência da República quando foi parado em uma blitz da Lei Seca no Pistão Norte, em Taguatinga. Durante a fiscalização, os policiais encontraram uma pistola Glock calibre 9 milímetros e um carregador contendo 30 munições no interior do automóvel.
O sargento foi levado à 21ª Delegacia de Polícia, onde prestou depoimento. À polícia, o militar afirmou que a arma é de Jair Bolsonaro e que havia retirado o armamento para realizar um reparo no percussor após identificar uma falha mecânica. Segundo a versão, a manutenção seria concluída e a pistola devolvida ao ex-presidente no dia seguinte. Após os procedimentos, ele foi liberado, enquanto a arma permaneceu apreendida para investigação.
Em nota oficial, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que o militar estava com uma arma institucional regularmente portada, mas que uma segunda arma de fogo foi localizada no veículo e que ele declarou não ter a documentação da segunda arma encontrada no veículo e que afirmou se tratar de armamento pertencente a terceiro.
A corporação ainda ressaltou que não confirma a propriedade da arma e que a identificação de sua origem, regularidade e eventual vinculação a qualquer pessoa dependerá da apuração conduzida pelos órgãos competentes.
O Corrreio tenta contato com a defesa do ex-presidente. Até o momento da publicação da matéria não houve retorno. O espaço segue aberto e será atualizado em caso de resposta.

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