quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Professora denuncia racismo durante abordagem em padaria de BH

 Rosália Estelita Gregoria Diogo afirma que foi parada por fiscais depois de pagar pelas compras e deixar estabelecimento; caso foi registrado na polícia.

Por Giovanna Minarrini — Belo Horizonte

Professora denuncia racismo durante abordagem em padaria de BH

Professora denuncia racismo durante abordagem em padaria de BH


A professora e pós-doutora em antropologia afro-brasileira Rosália Estelita Gregoria Diogo, de 62 anos, denunciou ter sido vítima de racismo após ser abordada por fiscais ao sair de uma padaria na região central de Belo Horizonte. O caso foi registrado na polícia.

Segundo Rosália, ela já havia passado pelo caixa e pago pelas compras quando foi abordada, do lado de fora do estabelecimento, por dois fiscais.

"Passei pelo caixa, efetuei o pagamento com cartão e, quando eu já estava na calçada, já saindo, dois fiscais me interromperam a passagem pedindo para eu abrir a bolsa", contou.

A padaria Mania Gostosa informou que afastou os funcionários envolvidos (veja nota completa no fim da reportagem).

    De acordo com o registro policial, um dos funcionários afirmou ter visto uma garrafa de vinho dentro da bolsa da professora. Rosália, no entanto, havia comprado o produto no local e estava com o cupom fiscal das compras.

    A professora disse que se recusou a abrir a bolsa e questionou a abordagem. Segundo ela, um dos fiscais insinuou que a garrafa de vinho teria sido furtada. Mesmo após Rosália apresentar o comprovante da compra, os funcionários teriam insistido para que ela mostrasse o conteúdo da bolsa.

    "Eu não abri a bolsa", afirmou Rosália ao relatar o episódio. Segundo a professora, após a segunda negativa, a polícia foi chamada.

    Rosália permaneceu no local enquanto funcionários do estabelecimento verificavam as imagens das câmeras de segurança.

    "Eu aguardei a viatura chegar. Ele e a gerente pediram alguém para abrir a câmera, verificar se eu havia furtado essa garrafa de vinho e depois me liberaram", relatou.

    A professora registrou a ocorrência e denunciou a abordagem como racista.

    A professora divulgou um vídeo, nas redes sociais, denunciando o ocorrido — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    A professora divulgou um vídeo, nas redes sociais, denunciando o ocorrido — Foto: Reprodução/Redes Sociais

      Posicionamento da empresa

      Por meio de nota, a padaria Mania Gostosa se manifestou.

      "A empresa tomou conhecimento do relato referente à abordagem a uma cliente e apura internamente as circunstâncias. Como medida de cautela, os envolvidos foram preventivamente afastados enquanto durar a apuração. A empresa mantém protocolos de atendimento aplicáveis e não tolera discriminação de qualquer natureza. O empreendimento manifestou-se diretamente à cliente e permanece à disposição para prestar os esclarecimentos necessários."

      Racismo em padaria de BH: professora denuncia abordagem de fiscais | G1

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