Jornaldiarioteo está em Teófilo Otoni - Vale Do Mucuri - Minas Gerais.
Uma mulher natural de Teófilo Otoni teve reconhecida pela Justiça do Trabalho a exploração em condições análogas às de escravidão após trabalhar por quase 57 anos para a mesma família, sem receber salários ou ter a carteira de trabalho assinada. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (19).
Segundo o processo, a trabalhadora começou a exercer atividades domésticas aos 12 anos, após deixar a cidade de Joaíma, no Vale do Jequitinhonha, para trabalhar em Teófilo Otoni.
Ao longo dos anos, ela continuou prestando serviços à mesma família. Além das tarefas domésticas, também atuou como cuidadora de uma idosa e gerente de um hotel pertencente aos empregadores.
O período de trabalho se estendeu de 1968 a janeiro de 2025, totalizando aproximadamente 57 anos de exploração, conforme as informações do caso.
A decisão chama a atenção para uma realidade marcada pela exploração de trabalhadores e pela violação de direitos fundamentais, especialmente em situações em que pessoas começam a trabalhar ainda na infância.

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