29/10/2026 02:00
“Quando o primeiro turno das eleições terminou com as urnas indicando a vitória de Flávio Bolsonaro sobre Lula por 56.104.503 votos contra 53.879.538, um clima de arrogância misturada com uma soberba tomou conta das hostes bolsonaristas. Flávio começou a agir como se já fosse presidente da República eleito.
A análise era simples por parte dos bolsonaristas. Somando os votos dos demais candidatos de direita, Flávio teria, em tese, cerca de 65.160.555 de votos em potencial. Até porque, assim como os seus eleitores, os eleitores de Cury, Caiado, Zema e Renan eram, na maioria esmagadora, antipetistas. Supostamente, Lula teria de cara 12 milhões de votos para ultrapassar, se quisesse se eleger no segundo turno.
Outro detalhe importante é que, sempre que o bolsonarismo vence, não há suspeita de fraudes nem alegações contra as urnas eletrônicas ou o sistema eleitoral. Foi assim no primeiro turno desta eleição.
Veio o segundo turno e Flávio teve a ajuda imprescindível de Caiado, Tarcísio, Zema, Meta, EUA, Milei, Kassio Nunes e André Mendonça (presidente e vice do TSE). Até por conta dessa força auxiliar, o candidato bolsonarista começou a indicar possíveis ministros, falar abertamente dos cortes e maldades que pretendia fazer para com os trabalhadores, aposentados e pensionistas do país.
A soberba tomou conta da cabeça de Flávio, que pensou que estava numa eleição simples contra alguém inexperiente, esquecendo que do outro lado estava o homem que venceu três eleições para a presidência. Essas ofensas, somadas à soberba e às iniciativas da campanha de Lula, fizeram o que parecia impossível. Ao final da apuração do segundo turno, Lula teve 64.256.232 contra 59.826.041. Uma vitória sem contestação plausível diante do mundo inteiro.
Rafael Moia Filho
Bauru – SP
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