quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

EDITORIAL – Jovens, botecos e concentrações: um caminho fatal!

 

O avanço do Coronavírus em Teófilo Otôini-MG é assustador. Mesmo assim, os jovens continuam desafiando o perigo, saindo de casa para frequentar festas e bares, lotando completamente alguns locais.

O boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do município liberado na noite de ontem acusm mais duas mortes, após as três do final de semana, elevando o números fatais para 124. E os hospitais estão lotados, comprovando que dali sairão muitos outros falecidos.

No último final de semana (sábado e domingo), segundo informou um observador do DIÁRIO do MUCURIi, o trecho da Av. de Alberto Laender entre as antigas agências Fiat Dinauto e Honda e o Hotel do Sesc, não apresentava uma única vaga, completamente tomado que estava por veículos estacionados. E, no terreno da mesma antiga Fiat Dinauto, um bar funcionava com jovens em alta escala. Inclusive, o referido bar se cercou de tapumes, talvez na tentativa de encobrir a grande concentração de jovens por ali.

Como ponderou o observador do jornal, comenta-se por todos os cantos a necessidade de se fechar ou não o comércio. Impõem-se limitações de espaço aos restaurantes etc. Mas, e os bares, os botecos, não entram nas limitações? Podem funcionar reunindo em alta concentração um número enorme e indeterminado de jovens? Tais jovens não veem que o compromisso dos donos de tais bares e botecos lotados é apenas com o lucro, nunca com a vida?

Vale lembrar que esses mesmos jovens é que se contaminam em seus contatos e que, depois, levam para casa o vírus do Coronavírus. Em casa, contaminam pais, avós, tios, irmãos etc. A partir daí, são os responsáveis pelas mortes de seus entes “queridos”. E se esquecem que também estão correndo alto risco de morte. Desde março, o Coronavírus, ameaçador e devastador, tomou conta do mundo. Mesmo assim, os jovens não se comportam com respeito ao restante da população. Contaminam-se, transmitem a doença e veem as pessoas morrer, sem qualquer arrependimento ou constrangimento. Afinal, para eles, “a vida é bela” e tem que ser vivida agora. Ledo engano. A vida é bela para quem vive mais, para quem consegue envelhecer. Muitos desses jovens, certamente, não envelhecerão para ver como a vida é bela…

(Texto: Jornalista profissional José Gonçalves Cangussu – Foto: Reprodução)

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